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Parceria Financeira Não É Pedir Dinheiro — É Convidar Alguém para a Missão

  • abasecursos
  • 23 de jun.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 1 de jul.

O que nos impede de levantar suporte não é falta de recursos, mas uma perspectiva equivocada sobre o que significa pedir.


Jesus falou mais sobre dinheiro

O que o dinheiro revela sobre nós

Das 38 parábolas que Jesus compartilhou, 16 envolvem situações financeiras. Isso não é coincidência. O modo como lidamos com recursos revela o que realmente cremos — sobre Deus, sobre o ministério e sobre as pessoas ao nosso redor.

Ser bom em desenvolver parcerias financeiras é tão importante quanto ser bom no que se faz no ministério. Sem recursos, simplesmente não há ministério. E ainda assim, muitos tratam o levantamento de suporte como um detalhe incômodo — algo para resolver rápido e esquecer.


"Desenvolver parcerias financeiras é sobre se tornar um bom mordomo, viver o seu chamado e entregar ao Senhor a recompensa pelo Seu investimento em nossas vidas."

A raiz do problema: cultura, não Reino

Quase todo medo, desacordo ou hesitação em torno do tema de levantar suporte tem raízes na cultura — e não no Reino de Deus. Crescemos acreditando em mentiras sobre finanças, sobre níveis de renda, sobre o que significa pedir. E essas mentiras nos paralisam antes mesmo de começarmos.

As principais barreiras que precisamos vencer são quatro:


Medo da rejeição

Orgulho

Insegurança

Falta de entendimento

Tememos ser rejeitados e por isso não pedimos, ou pedimos de forma tímida e sem confiança.

Pensamos que as pessoas já deveriam saber que devem dar — e nos recusamos a pedir.

Falta a confiança necessária para fazer o convite com ousadia e clareza.

Não sabemos como pedir, nem por que as pessoas gostariam de dar.

Uma mudança de linguagem — e de postura

As palavras que usamos revelam a atitude que temos. Existe uma diferença fundamental entre enxergar o processo como "angariação de fundos" e enxergá-lo como "desenvolvimento de parceria". Veja como essa perspectiva muda tudo:


Mentalidade transacional

Mentalidade de parceria

Angariação de fundos

Desenvolvimento de parceria

Tarefa desagradável

Ministério espiritual

Técnicas de captação

Construção de relacionamentos

A oferta é o objetivo

O doador é o objetivo

Pressão para dar

Convite à parceria

Curto prazo

Longo prazo


Pessoas dão para pessoas

Um dos princípios mais contraintuitivos — e mais verdadeiros — sobre generosidade é este: as pessoas se interessam por você primeiro, e só depois pela causa que você representa. Compartilhe de si mesmo antes de compartilhar o ministério.

Se a motivação de alguém para dar é apenas uma causa, quando aparecer uma causa melhor, ela vai redirecionar sua contribuição. Mas quando o vínculo é um relacionamento genuíno, quanto mais a pessoa conhece você e seu ministério, mais ela quer investir. Isso é parceria de verdade.


"Parceria pode ser definida como: duas partes distintas, mas iguais, com responsabilidades distintas, mas iguais em importância, trabalhando juntos para atingir um alvo comum."

O convite que transforma

O convite para uma parceria financeira precisa ser feito antes que a pessoa pense que está "ajudando um pobre missionário" ou "socorrendo um projeto". Ela precisa entender que está sendo chamada a ser participante dinâmica de uma missão — com direito a recompensas eternas pela sua generosidade.

Tiago 4.2 diz que não temos porque não pedimos. E Mateus 7.7 nos lembra que basta pedir para receber, buscar para encontrar, bater para a porta ser aberta. A limitação não está em Deus. Está na nossa perspectiva.


Deus, em sua infinita sabedoria, poderia ter escolhido qualquer forma de suprimento para seus missionários. Ele escolheu as ofertas do seu povo. Isso significa que cada conversa sobre parceria é, antes de tudo, um ato de fé — e um serviço ao corpo de Cristo.


 
 
 

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